sábado, 6 de dezembro de 2008

Aprendendo com o padrinho

"Never hate your enemies. It affects your judgment". Don Michael disse ao futuro Don Vincent. Eu ouvi a conversa deitada no sofá da sala, onde passei grande parte do meu dia hoje.
Esses dois últimos dias me serviram para perceber como eu tenho acumulado livros que nunca são lidos e filmes que nunca são assistidos, mas esse não é o assunto do dia. Eu iria escrever isso no domingo passado. Fica pra próxima.

O assunto de hoje é justamente esse: os inimigos.
Principalmente aqueles inimigos "invisíveis", que a gente leva pro shopping, no médico, e até pra conhecer nossos pais, tios, primos... passear no parque... Sabe? Aquela infeliz pessoa amigável... A quem a gente até recorre em alguns momentos de tristeza, e que a gente também escuta, quando quer falar da avó que é um demônio, da mãe cansada, do irmão cheio dos problemas, da cunhada que detesta. Inimigos que abrem as portas de suas casas, e nos acolhem.

Pode ser também daquele tipo de inimigo na frente de quem você chorou por se sentir massacrado por um terceiro... e que ententendo sua posição, te deu um abraço caloroso, e pediu alguma paciência. Aquele que também chorou na sua frente, pelas dificuldades de sua vida... Que te deixou verdadeiramente preocupada...

Aquele tipo de amigo que a gente convida pra jantar em casa, quase toda semana, e não pensa, nem por um minuto, em envenenar a comida, ao contrário, faz sempre o que sabe fazer de melhor, com todo o cuidado do mundo, aquele que só deveria ser dedicado aos amigos.

Eu não odeio meus inimigos.
A partir de hoje, eu apenas os reconheço.

Reconheço ainda uma outra coisa: eles são pessoas de muita sorte por se enganarem em seus julgamentos. Principalmente nos que dizem respeito a mim.

Minha vingança será ver seus mundos mesquinhos desabarem, e suas mentes medíocres definharem.

Amém.

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